O jeito, para os compradores, tem sido o fazer pesquisas ou mudar a opção a ser colocada no prato para suprir a falta de um dos alimentos mais queridos do brasileiro.

| TRIBUNA DA BAHIA

Os institutos de pesquisa já tinham ligado o sinal de alerta, que foi percebido pelas donas de casa ao chegar às feiras e mercados da cidade: o feijão está mais caro.

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Alguns dos tipos do alimento, por exemplo, tiveram um aumento de 50% ou mais nas últimas duas semanas. O jeito, para os compradores, tem sido o fazer pesquisas ou mudar a opção a ser colocada no prato para suprir a falta de um dos alimentos mais queridos do brasileiro.
A reportagem da Tribuna da Bahia foi a supermercados e feiras populares no centro da cidade e constatou a elevação. Em um estabelecimento na região das Sete Portas, o feijão carioquinha que era vendido entre R$ 3,90 e R$ 4,29, passou a ser vendido pelo valor de até R$ 5,97/kg – uma diferença de 53%.
De acordo com o gerente ouvido pela equipe, a justificativa se deve a falta de chuvas nas regiões produtoras como Itapetinga (no sudoeste baiano) e em Luis Eduardo Magalhães (localizada no oeste do estado). No mesmo local, o quilo do feijão estava mais barato do que o carioca em 6,79%, sendo vendido entre R$ 5,19 e R$ 5,59. “O feijão está valendo ouro. Acho que vou plantar em casa”, brincou uma dona de casa reclamando dos preços do produto.
Na feira de São Joaquim, o susto foi ainda maior, uma vez que os feijões do tipo mulatinho e rosa, preferidos na hora de fazer a tradicional feijoada, chegaram a ser vendidos, na semana passada, por R$ 12. Ontem, o preço de venda estava entre R$ 8 e R$ 9. Por outro lado, o preto e o carioquinha estavam, em média, custando entre R$ 5 e R$ 6. Segundo os donos de boxes ouvidos pelo jornal, a seca e a falta do produto nos estoques também fizeram com que o alimento subisse de preço neste período.

ELEVAÇÃO

De acordo com o Dieese, o valor do feijão aumentou em 16 cidades entre dezembro de 2018 e 2019. O tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo teve o preço majorado em todas as cidades, com taxas que variaram entre 25,81%, em Recife e 71,31%, em Goiânia. Já o feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, acumulou alta entre 6,96%, em Curitiba e 14,26%, no Rio de Janeiro. Em Porto Alegre, o percentual foi negativo, -2,30%. Em Salvador, nos últimos 12 meses, o produto teve aumento de 64,74%, sendo 15,69% apenas no mês passado.
Já segundo o IBGE, o item que acumulou o maior aumento no valor em 2019 foi o feijão branco, com alta de 98,21%. Conforme o órgão, no começo de 2019, os aumentos de maior destaque ocorreram nos preços de alguns cereais. O feijão-carioca, que fechou 2019 em alta de 55,99%, chegou a acumular alta de 105% no primeiro trimestre. O grupo dos cereais, no qual o feijão está inserido, fechou o ano em alta de 12,71%.